Sobre o Núcleo de Telessaúde do Amazonas

O Núcleo Telessaúde do Amazonas está localizado no Pólo de Telemedicina da Amazônia, na Universidade do Estado do Amazonas – UEA. O Pólo de Telemedicina da Amazônia - PTA surgiu da necessidade de oferecer conteúdo educacional, aprimoramento técnico-profissional e assistência médica provida por segunda opinião aos médicos que atuam em toda a Amazônia.

Partindo dessa necessidade, dois professores de Cirurgia da Universidade do Estado do Amazonas, Cleinaldo de Almeida Costa e Pedro Elias de Souza, iniciaram com os professores Doutores Gyorgy Miklös Bohn e Chao Lung Wen, da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, bem como o professor Edson de Oliveira Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina, a elaboração do “Projeto Pólo de Telemedicina da Amazônia”, que culminou com a assinatura de um termo de cooperação técnica entre essas instituições, assinado em 14 de dezembro de 2004.
Com a entrada do SIPAM – Sistema de Proteção da Amazônia, no projeto, ampliando o acordo de cooperação técnica, foi possível interligar localidades remotas da Amazônia através do sistema VSat.

O Pólo de Telemedicina da Amazônia participa do Projeto de Estação Digital Médica — Institutos do Milênio/CNPq MCT com outras oito instituições do país, coordenado pela disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP.
O PTA representa um dos nove Pólos Projeto de Telemática e Telemedicina em Apoio à Atenção Básica no Brasil, coordenado pelo Ministério da Saúde.

Além disso, o Pólo de Telemedicina da Amazônia dá suporte aos Programas de Internato Rural com Telemedicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM), desde agosto de 2005, quando foi realizado o teste piloto em Parintins/AM.

Informações gerais

A Amazônia merece destaque por ser um pólo regional que do ponto de vista da saúde, educação e mesmo social, só pode ser resgatada por tecnologias de telecomunicação aliadas à informática. Importante ressaltar que também é uma das áreas mais preocupantes do globo à opinião internacional. Sua área geográfica cobre cerca de 60% do território nacional (um pouco mais de 5.000.000 Km2) e é chamada geopoliticamente de Amazônia Legal.

Estima-se que na Amazônia Legal vivem cerca de 21 milhões de pessoas. É ainda a região com a mais baixa densidade demográfica brasileira, 3,67 habitantes por km2, mas, com certeza é a que mais rapidamente aumenta: existem dados que apontam uma percentagem anual de 4,5% contra uma média de 1,8% para o resto do país.
A concentração urbana é ligeiramente maior do que a rural (55% contra 45%). Considera-se que parcela significativa da população amazônica está excluída dos benefícios do progresso nacional e que a região da Amazônia Legal apresenta os maiores problemas na participação dos níveis mínimos de bem estar econômico e social. Por exemplo: somente 35% da população recebe esgoto sanitário e 68% tem abastecimento de água. A rede rodoviária é pobre e o transporte é feito basicamente por transporte fluvial e aéreo. A energia elétrica fornecida serve cerca de 70% da população.
O Amazonas é o maior Estado da Federação, com 1.577.820,2 Km2 e 1,79 habitantes por Km2.

Objetivos

Melhorar a qualidade do atendimento da atenção básica do SUS por meio da ampliação da capacitação das equipes de saúde da família através de tecnologia capaz de promover a Teleducação, Telessaúde, e a Telemedicina, com resultados positivos na resolubilidade do nível primário e na saúde da população.

Objetivos Específicos

1. Formar uma infra-estrutura de informática e telecomunicação para desenvolvimento contínuo dos profissionais das equipes de saúde da família, a distância, através de multimídias (biblioteca virtual, videoconferência, habilidades presenciais e virtuais, canais públicos de televisão, videostreaming e chats).
2. Formar uma rede de instituições, com organização e coordenação de grupos de trabalho, para desenvolvimento colaborado de materiais de teleducação para profissionais da atenção básica.
3. Sistematizar o processo da teleducação formativa em saúde (treinamento, qualificação prática e avaliação de competências de profissionais).
4. Desenvolvimento de programas de capacitação nas áreas de Medicina, Odontologia e Enfermagem.
5. Estruturar um laboratório baseado no uso de manequins de simulação para fins de treinamento de habilidades, instalados em unidade móvel.
6. Estruturar um sistema de consultoria e segunda opinião educacional entre profissionais das diferentes áreas para promover a qualificação de profissionais da atenção básica, utilizando os recursos da Telessaúde off-line e on-line.
7. Promover a inclusão digital dos profissionais da Atenção Primária.
8. Programar uma estratégia de logística para otimizar os custos do sistema público de saúde através da melhor resolubilidade da atenção básica, diminuição de encaminhamentos ao nível secundário, terciário, unidades de urgência e adequação da solicitação de exames complementares.
9. Prover acesso amplo a uma rede de fontes de informação de boa evidência em cuidados primários à saúde para subsidiar os processos de decisão clínica, formação e gestão na área.
10. Promover integração entre os profissionais das equipes de saúde da família e gestores do sistema de saúde a nível municipal, estadual e federal.
11. Promover integração entre a academia e o nível primário de atenção à saúde.

Infra-estrutura da PTA e Disciplina de Telemedicina

O Pólo de Telemedicina do Amazonas conta com a seguinte infra-estrutura:

Um CETEC localizado na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas - UEA, cuja adequação, incluindo equipamentos de informática (computadores, servidores etc) e equipamentos audiovisuais (filmadoras, máquinas fotográficas digitais etc). Link IP de conexão banda larga dedicado, com fluxo de 2 Mb, além de dois equipamentos de videoconferência, um Tandberg 6000 e um Polycom VSX 7000, este último cedido pelo Conselho Federal de Medicina - CFM.

Além disso, o Pólo de Telemedicina da Amazônia é responsável pela manutenção do Pólo de Telessaude na cidade de Parintins-AM, Projeto Parintins Digital mantido pelas instituições INTEL, FMUSP, UEA, UFAM, FUAM e outros. O núcleo de Parintins conta hoje com um equipamento de videoconferência Polycom VSX 7000 (cedido pelo Conselho Regional de Medicina/CRM-AM), projetor multimídia e sistema de sonorização, dispostos num auditório utilizado para treinamento das equipes de saúde do município e atendimento dermatológico – teleassitência, à população.

Em novembro de 2006 foi implantado na UEA a disciplina de Telemedicina, para a grade curricular dos cursos de saúde. No primeiro momento com caráter optativo e a partir de agosto de 2007 a disciplina passou a ser obrigatória para alunos do 6º período do curso de medicina.